Analisando...

Muita coisa às vezes a gente tem que parar pra analisar.
Sabe, a pior coisa são aqueles sentimentos difíceis de discernir.
É mais ou menos assim: uma dor improveniente, um medo do ainda não visto, uma incerteza incessante, um aperto no coração, uma fadiga de morte, desistência completa, é ser sozinho muito mais do que estar sozinho.
De grande valia é a espiritualidade, estar em contato com Deus. Lembrar quão ínfimo eu sou e de todo esse meu peso de poeira na balança. Saber que a independência é o sonho dos néscios que confiam em seus passos acreditados por um sistema corrompido e falido.
Eu tenho tanta ciência do meu lugar, tenho conhecimento de que nada valho se não fosse validado pelo Único que faz valer.
E nessa vida nos encontramos em várias intrigas, muitas vezes colocado de lado no próprio lar, pois nem sempre há quem entenda. Defeitos e qualidades se confundem. Me vejo às vezes preso em prever as pessoas previsíveis, mas saber que o amor delas também é previsível, eu agradeço.
Não consigo entender a cabeça de alguns, tão persistentes na mesma dor, às vezes isso nos irrita, eu sei aonde dói, mas é que às vezes não quero ouvir!
Em não poucos casos, somos impotentes em resolver as aflições de quem amamos, e quando choram, choramos também... eu choro.
Tenho colocado a cabeça no travesseiro e viajado num turbilhão de pensamentos.
Amigos tão raros, tão incompletos. Amores sofridos, irremediáveis. Seria eu ou eles? Sempre me pergunto, você também se pergunta?
Cansado da migalha oferecida, porém cansado dos mundos e fundos dos quais já me iludi.
Não quero o pouco que a maioria tem pra me oferecer.
Pessoas que esquecemos, pessoas que nos esquecem. Aqueles de quem gostamos, mas vivemos a realidade de maneira superficial. Os que sabemos que gostam da gente, porém melhor cada um viver sua vida. Aqueles que um dia valorizamos demais e hoje fingimos o mesmo valor pela formalidade. Os que valiam e hoje nada mais valem. Os que amamos, mas não deveríamos porque nos machucam. Os que fingem te dar atenção, mas se lixam pra você. Os soberbos que se acham muito importantes pra você. Os amores programados, que se encaixam, que funcionariam, mas parecem nem começar a dar certo. Os amores impossíveis, que são incríveis e fortes, mas que as circunstâncias não permitem.
Por que desejaria eu continuar a viver nesse tormento? Você já viveu assim?
Seríamos todos mais sábios por valorizar o que tem valor, abandonar o atraso de vida, deixar o mesquinho, pôr de lado todo o lixo de pessoas que não nos acrescentam nada...
Eu tenho analisado bastante as pessoas, tem gente que diz que sou analista, mas nesse estudo amador você descobre que por fazer comparações com as atitudes diversas de pessoas distintas você se torna sábio sobre o erro de ambas.
A melhor coisa é estar acima da psicologia barata que domina as pessoas. A doutrina social que rege os pensamentos e ações hipócritas da maioria. O estereótipo podre no qual os auto intitulados “livres” se vendem e se adéquam. Não que estar a par da futilidade generalizada tenha me poupado ou me feito bem, no máximo e talvez, mais esclarecido apenas. Se bem eu estivesse, não estaria na serapilheira como agora.
Mas o que não muda nunca é a mudança.
Já passei por isso aqui, já superei, já caí depois e levantei, agora eu estou aqui... caído
(by Manolo)






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